quarta-feira, 21 de março de 2012

ANÁLISE DE MÍDIA SOCIAL

Mídia escolhida: Imagem "Geração Baby Boomer"



Camada física:
Essa camada refere-se ao recurso utilizado para a trasmissão da informação. No caso a mídia utilizada trata-se de uma imagem digital, que pode ser vista pelas pessoas e despertar uma interpretação. É muito usada em jornais, revistas e sites da web, tanto mais novos quanto em mais tradicionais.

Camada sintática:
Nessa camada vemos como o recurso foi produzido. A imagem é um exemplo de uma montagem com várias fotos de símbolos e personagens utilizando um software de edição de imagens. Também é muito utilizado nos meios tradicionais de comunicação como revistas e livros, mas também em blogs.

Camada semântica:
A camada semântica é responsável pelo significado da mídia utilizada. Na imagem escolhida vemos vários elementos que caracterizaram uma determinada época (1946-1964) e como as pessoas dessa geração se encontram atualmente. Uma das maneiras de retratar uma geração é através dos fatos relevantes que marcaram o período.

Camada pragmática:
Na camada pragmática está o objetivo do autor com a mídia. A imagem da geração Baby Boomer faz as pessoas recordarem os momentos bons e ruins dessa geração, que acabarm por criar um perfil das pessoas nascidas nessa época.Os meios de comunicação utilizam muito as imagens para induzir a recordação do passado.


O Ícone da Geração X


A geração X é formada pelos nascidos entre 1965 a 1979. Foi a primeira geração a tomar contato com computadores e portanto muitos trabalham na área de tecnologia, como desenvolvedores, engenheiros, gerentes, etc...
A maioria dos fans de quadrinhos da atualidade são integrantes desta geração, pois foi nessa época que sugiram os clássicos das histórias em quadrinhos, como os heróis da Marvel e DC Comics.
A escolha de uma tira de quadrinhos do personagem Dilbert para representar essa geração foi feita pois ao mesmo tempo que foi uma mídia (quadrinhos) muito usada na época, o personagem pode ser associado ao um integrante da geração X.

Geração Z


Entrevista sobre a Geração Y




A chamada geração Y, definição dada aos nascidos a partir de 1978, está assumindo cargos estratégicos nas organizações. Os jovens têm ânsia de aprender, não gostam de hierarquia e adoram trabalhar em equipe. No entanto, são individualistas na hora de atingir metas e, principalmente, têm pressa de subir degraus na empresa e consolidar a carreira.

Por estas características, escolhemos este áudio (reportagem), pois retrata bem o perfil desta geração, tratando justamente sobre sonhos e espectativas profissionais.


Os Veteranos da NET

A Terceira Idade Aprendendo a Surfar

Segundo o Ibope, 1,2 milhão de pessoas acima dos 55 anos acessaram a web de casa, mostrando que há um potencial inexplorado na internet.

Aos 60 anos, Diva Legnaioli decidiu navegar pelo mundo. Ingressou em curso para a terceira idade, comprou um notebook há cinco meses e mergulhou de cabeça na internet. Veneza, Buenos Aires e o Museu do Louvre estão entre os destinos visitados recentemente pela funcionária aposentada da Prefeitura de São Paulo.
“Não tenho condições de viajar, mas entrei no site de Veneza e fiquei encantada com a música”, conta a internauta que já chegou a ficar das 13h às 19h conectada. “Mas ainda sou meio medrosa e não sei onde vou chegar”, afirma a internauta.
Assim como Diva, muitos brasileiros com idade acima de 55 anos precisam vencer o medo, a desconfiança ou a aversão ao PC para se incluírem digitalmente. Embora a idéia de exclusão digital seja geralmente aliada às crianças, os idosos possuem uma representatividade muito baixa na internet brasileira.
Somente 4% dos brasileiros com mais de 60 anos de idade acessam a web, revela pesquisa do Datafolha, encomendada pelo OldNet - projeto de inclusão digital de idosos da ONG Cidade Escola Aprendiz – no final de junho.
Na internet residencial, segundo dados do Ibope//NetRatings, do total de 18,5 milhões de brasileiros que se conectaram em casa, no mês de julho, 6,5% tinham mais de 55 anos (1,2 milhão de pessoas), sendo apenas 1,4% com idade superior a 64 anos. 
Em julho de 2006, a participação dos internautas com mais de 55 anos na internet residencial era de 7,2%, enquanto a faixa etária superior a 64 anos se manteve estável.


O texto e a fotografia são as mídias mais familiares as integrantes da geração dos veteranos, pois foi através delas que os mesmos foram formados. Foi escolhido um texto com uma foto e uma tabela, ao estilo reportagem de revista ou jornal que representa a mídia mais usada por esta geração, aproveitando foi sugerido um conteúdo relacionado aos mesmo e sua busca para entender e familiarizar-se com as novas mídias existentes na atualidade.

Geração Baby Boomers



 A geração Baby Boomer foi marcada por diversos acontecimentos históricos marcantes e fenômenos artísticos, sociais e políticos que influenciam nossa sociedade até hoje. Foi escolhida essa imagem por retratar bem a memória dessa época de uma forma simples e visualmente atrativa.

Leia entrevista do autor da expressão 'imigrantes digitais'


PATRICIA GOMES
DE SÃO PAULO 

Veja os principais trechos da entrevista de Mark Prensky, autor que cunhou as expressões "nativos" e "imigrantes digitais". 

Folha - Como o senhor define nativos e imigrantes digitais?
Marc Prensky - Nativos digitais são aqueles que cresceram cercados por tecnologias digitais. Para eles, a tecnologia analógica do século 20 ­--como câmeras de vídeo, telefones com fio, informação não conectada (livros, por exemplo), internet discada-- é velha. Os nativos digitais cresceram com a tecnologia digital e usaram isso brincando, por isso não têm medo dela, a veem como um aliado. Já os imigrantes digitais são os que chegaram à tecnologia digital mais tarde na vida e, por isso, precisaram se adaptar.


Quais são as características dos imigrantes digitais?
Muitos têm dificuldade em deixar antigos métodos para trás. Exemplos disso são imprimir e-mails ou não usar a internet como primeira fonte de informação. A distinção é mais cultural e de atitude.


Um imigrante digital consegue ensinar um nativo digital?
Depende do que você entende por "ensinar". Se você quer saber se os mais velhas podem orientar os mais novos, fazendo as perguntas certas, a resposta é "sim". Se você quer saber se os jovens vão ouvir os mais velhos falar sobre coisas que não acham importantes, a resposta é "não". A educação precisa ser menos sobre o sentido de contar, e mais sobre partilhar, aprender junto.


O aprendizado está mudando?
Não. O que está mudando são as ferramentas que ajudam na aprendizagem. Gosto de distinguir os verbos e os substantivos nesse tema. Os verbos ligados ao aprendizado --comunicar, pensar, apresentar, persuadir etc.-- continuam os mesmos. Os substantivos que usamos com esses verbos mudam rapidamente.


O senhor pode dar exemplos?
As apresentações costumavam ser feitas em trabalhos normais. Hoje são feitas por Power Point e amanhã serão feitas de outro jeito. A comunicação era por cartas, hoje é por e-mail e amanhã pode ser feita por programas de computador. Você pode usar um programa para ajudar a pensar criticamente, mas o aprendizado continua o mesmo.


A tecnologia mudou as relações na sala de aula?
Em cada lugar há um efeito diferente. Em alguns casos, reforçou as relações, conectou professores e alunos isolados. Em outros, trouxe medo, desconfiança, desrespeito mútuo. Por exemplo, um professor pode pensar que os alunos têm a concentração de um inseto. Os alunos podem pensar que os professores são analfabetos digitais. É quase impossível o aprendizado ocorrer em circunstâncias assim. O que a gente precisa é de respeito mútuo entre professores e estudantes.


O papel dos professores mudou em comparação com o das décadas de 80 e 90?
Sim. O papel do professor está mudando gradualmente. Está deixando de ser apenas o de transmissor de conteúdo, disciplinador e juiz da sala de aula para se tornar o de treinador, guia, parceiro. A maioria dos professores está em algum lugar no meio; poucos são parceiros de verdade.


E continua mudando?
Sim. E precisa continuar mudando se os professores quiserem ajudar os alunos do século 21 a aprender. Alguns acham que a pedagogia vai mudar automaticamente, assim que os "nativos digitais" se tornarem professores. Eu discordo. Há pressões forçando os professores novos a adotar métodos antigos. Nós precisamos fazer um grande esforço de mudança. Primeiro, mudar a forma como nós ensinamos --nossas pedagogias. Depois, mudar a tecnologia que nos dá suporte. Finalmente, mudar o que nós ensinamos --nosso currículo-- para estarmos em acordo com o contexto e as necessidades do século 21.



http://www1.folha.uol.com.br/saber/983798-leia-entrevista-do-autor-da-expressao-imigrantes-digitais.shtml